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Viajando na composição Fotográfica

Atualizado: 22 de Mai de 2020

Entendendo quando a a estética da Composição da Imagem fala.

Câmera Fotográfica. Foto: Wix Media.
Câmera Fotográfica. Foto: Wix Media.

A imagem pode falar e, apesar de estática, pode produzir inúmeros movimentos e efeitos tanto no trabalho daquele que registra, como na vida daquele que consome a imagem. E consumir, no termo mais usual, talvez seja aquele algo a mais que falte em alguns registros.


Neste texto, falaremos de composição. Tal como o letrista espera o verso em sua forma mais aguçadora e inquietante, a arte de compor uma imagem tem por objetivo estimular ou mesmo produzir algum efeito emocional. Um efeito questionador que se comunicará com seus interlocutores, ora compondo uma informação pelo simples e complexo fato do registro, ora complementando um texto a este associado.


E para que bem possamos compor uma imagem, precisamos treinar nossos olhares para os reais temas e inflexões que desejamos expor. A contraposição de ideias, o embaralhamento dos elementos nos diferentes planos, ou mesmo a ordenação casual em detrimento a uma imagem ‘chapada’ induz/sugere raciocínios de forma simples.


Em resumo, a Estética da Composição da Imagem fala. E deve continuar a falar em nossos registros. Para tal, seguem algumas dicas:


- Regra dos Dois Terços: técnica voltada ao enquadramento do elemento o qual se deseja registrar. Caracterizada por dividir uma imagem em duas linhas horizontais e duas linhas verticais, gerando 4 pontos de interseção dessas 4 linhas. Estes são os pontos em que o olhar dispensa maior atenção. Não necessariamente, centralizar a imagem é trazer o elemento ao ponto de maior atratividade.


- Cores Quentes*: sugerem ação, impulso;


- Cores Frias*: sugerem estabilidade e controle;


- Linhas Horizontais: sugerem estabilidade, calma ao elemento em destaque;


- Linhas Verticais: sugerem grandiosidade, enaltece o elemento em destaque;


- Linhas Diagonais: sugerem um olhar conduzido ao elemento destacado;


- Linhas Curvas: assim como as diagonais, sugerem um olhar conduzido ao elemento destacado;


* Cores frias: branco, verde, azul, cinza. Cores quentes: amarelo, vermelho, laranja, preto.


De posse destas dicas, entendemos que uma imagem pode falar sim, mas cabe ao fotógrafo orientar esta fala e direcionar o tema a ser entendido no contexto apresentado. O excesso de informações, ou um posicionamento equivocado por remeter mensagens indesejadas em seus registros.


Para vivenciar esta experiência, um excelente exercício seria olhar suas últimas fotos de viagens. E imaginar ou mesmo se propor a alterar o resultado, realizando releituras sob os aspectos de sugerir novos enquadramentos, novas cores e perceber as linhas destas capturas. Permita-se novos olhares!


Revisite seus últimos lugares, revista-se de novos olhares e faça novas e infinitas escolhas. E lembre-se que em fotografia não existe o certo ou o errado, existem leituras que podem nos apresentar outros olhares sobre um mesmo objeto, sociedade ou paisagem. Faça do seu instante um momento de boa recordação/reflexão mas com boa imagem.


Bruno Velasco

Agência ZeroUm