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Copa SP de Futebol, a vez da base

O futuro do futebol brasileiro em campo, literalmente.


Allianz Parque, local da final. Foto: Bruno Velasco - AG01.
Allianz Parque. Foto: Bruno Velasco - AG01.

Todo início de ano é sempre do mesmo jeito, a Copa São Paulo de Futebol Jr. vem nos presentear com os craques do futuro. Desta vez, os "meninos" precisaram esperar 2 anos para disputar uma edição por conta da pandemia da COVID-19. Com a bagagem cheia de sonhos, se lançaram com ainda mais afinco atrás de seus objetivos.


Para alguns, a competição começou no desafio de enfrentar longas horas por diversas rodovias e passar a virada do ano longe de casa. O sonho, no entanto, não sucumbiu à dura realidade e entrou em campo e trouxe ao público jogos e momentos memoráveis.


Nestas últimas semanas, a chamada 'base' do futebol brasileiro se mostrou por inteira, com amplitude e variedade, mas também com sua extrema discrepância em estrutura. Com o descaso diante de diversos sonhos mal geridos, pouco cuidados. E, superando todas as adversidades não naturais, foi possível observar talentos de diversas partes do país. Este já é um título que cada jogador, treinador e comissão técnica carrega consigo.


A edição de 2022 chega ao fim nesta terça, dia 25, aniversário da cidade de São Paulo. Um palco novo se apresenta estando o Pacaembu entregue à iniciativa privada. O Allianz Parque sediará a decisão entre Palmeiras e Santos. Os últimos 90 minutos do início da carreira de muitos.



Futuro da base


O Brasil é notoriamente conhecido como o país do futebol. Contudo, na terra do Futebol, onde exporta-se craques como em nenhum outro lugar, muitos campos ainda são basicamente de terra batida e o futebol apenas sobrevive. Frank de Boer, ex-jogador da Seleção da Holanda, disse em entrevista não entender o fato de na Europa clubes pequenos possuírem CTs incríveis e no Brasil esta realidade estar restrita a pouquíssimos clubes.


Enquanto a Base não for levada a sério, dentro de um projeto profissional de futebol com gestão, o futebol seguirá apenas inflamando paixões no início de cada ano, deixando de aproveitar melhor centenas de oportunidades de jovens que precisarão escolher como sobreviver. Nossas paixões poderiam, com a habilidade destes meninos e a gestão necessária, agregar valores àquelas realidades. Mas muitos apenas olham o esporte como somente futebol. Uma pena, já perdemos pela base.




Bruno Velasco

Agência ZeroUm