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Do meio tom ao silêncio

Um relato de como a drogas segue vencendo batalhas.

Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Remontadas as últimas duas décadas do século passado, o mundo – assim como o homem – e a forma de se conceber a realidade e agir se transformaram. Mitos e deuses, para alguns, surgiram no mesmo embalo. Tanto na música quanto no esporte, casos de dopping e das ditas drogas sociais passaram a fazer parte do noticiário.


Junto com o Movimento Hippie e a dicotomia da forma de perceber a realidade, bandas de rock inflamadas por substâncias hoje proibidas ditavam comportamento, não diferente, a produção cinematográfica e audiovisual flertaram com o cigarro. Em pouco tempo, esportistas e artistas viram seus impérios ruírem em lentos e desastrosos passos.


As drogas, sociais ou não, segundo os que a consumem, tem o poder de libertar o corpo da mente e proporcionar experiências ímpares. Contudo, a certeza de quem detém o controle da situação – ao longo do tempo – com o vício, se esvai. No caso dos esportes, o maior caso brasileiro fora Mané Garrincha. Atleta inigualável, de talento nato, mas com limitações visíveis e inesperadas no que dizia respeito ao álcool. O Anjo das pernas tortas, do drible fácil e inesperado, teve apenas um, e apenas um, intransponível adversário. Do auge da glória de um Campeão do Mundo pela Seleção Canarinho, Mané definhou longe dos holofotes.


No que diz respeito ao Show Bussiness, recorrentemente esse debate volta à discussão. E não necessariamente escolhe um estilo. Dona de uma voz de ‘Diva’, de timbres altos e notoriedade que lhe rendera vários milhões de discos vendidos, Whitney Houston sucumbiu à sua própria trajetória. Neste caso, não a dos palcos, mas a do abuso de medicamentos e drogas. De certo, devido a proximidade com o ocorrido, ainda não é possível determinar a causa de sua morte. Porém, fica factível determinar os contornos e cabrestos impostos à sua capacidade de brilhar.


Quantos mais perderemos até que se perceba todo o mau e perda que se pode sentir e ter? O mundo, certamente, seria muito mais feliz com constelações em vez de raras e solitárias estrelas. Precisamos falar mais sobre abuso de substâncias que geram dependência.



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Bruno Velasco

Agência ZeroUm