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Talvez agora critiquem o Abel

No futebol brasileiro de resultados, o Palmeiras que desidrata há rodadas começa a esfarelar sua trajetória.

Abel Ferreira durante treino do Palmeiras. Foto: Cesar Greco.
Abel durante treinamento. Foto: Cesar Greco.

A noite dessa última terça-feira, em São Paulo, guardava ao Alviverde uma história digna das tragédias gregas. Mais uma vez o time foi obrigado a se reinventar por conta de uma expulsão. Uma vez que o placar já assinalava 1x0 a favor, o dano parecia controlado. Não estava. Restou ao Palmeiras algumas poucas oportunidades frente a um Athletico que soube empurrar seu oponente.


Mas futebol está longe de ser lógico. Em um lance muito famoso nos times dirigidos pelo técnico Cuca, o segundo gol surgiu e fez o Allianz Parque explodir. O Palmeiras dava a irreal impressão de que a partida estava resolvida.


Entretanto, um Alviverde exposto, frágil cedeu ao Rubro-Negro Paranaense sobretudo após a entrada de Terans e Pablo. Nomes mudariam os rumos da partida. Aliás, Pablo em seu primeiro lance colocou a bola na rede. E Terans a cinco minutos do fim fez o gol de empate que com o placar agregado classificava o Athletico diretamente.


Os últimos minutos e os acréscimos foram com os visitantes, em maior número, administrando o resultado frente a um Palmeiras que passou a não ter mais a sorte ao seu lado.


Desempenho


É nítido que o Palmeiras vem caindo de produção nestes últimos 30 dias, contudo, os resultados positivos ou nem tão negativos - como os empates em sequência - associados à liderança no Brasileirão freavam qualquer questionamento maior ao desempenho do time.


Com a eliminação, é hora do Palmeiras e de Abel Ferreira se reinventarem. Não está tudo perdido na derrota, bem como não está tudo correto com as vitórias. Existe um campeonato que se oferece ao Alviverde. Perder a liderança em momento tão delicado agravaria a relação da diretoria, do comandante e da equipe com sua torcida. A sequência de jogos dirá.



Bruno Velasco

Agência ZeroUm