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O Austrália Open de Tênis...

O Papel que caberia à Organização do Torneio.

Foto: Nathanael Desmeules - Pexels.
Foto: Nathanael Desmeules - Pexels.

As últimas semanas foram de embate entre os que acreditavam ser direito de o número um do mundo do tênis não se vacinar e aqueles que acreditam que as leis locais são soberanas. Mas antes de tudo, cabe uma reflexão: não existia papel de responsabilidade do organizador do torneio?


O Austrália Open ganhou uma dimensão (inexata) que ofuscou a oportunidade correta do debate considerando o corte de tempo exato que o mundo atravessa. Entre prós e contras, existe uma posição que não foi adotada, ou que passou de modo despercebido. O torneio, com suas regras, poderia ter optado em proteger seus atletas em vez de expor todos ao constrangimento de embates desnecessários.


No mundo das competições de alta performance, o valor agregado que traz consigo cada participante é considerável e - por vezes - pode pressionar as tomadas de decisão. Mas a pergunta que segue sem resposta é:


cabe - sobretudo no momento em que estamos vivendo - inflamar ou influenciar segmentos contrários à vacinação, ao combate ao vírus que vitimou tanta gente?

Será que o ser humano, nossas empresas, companhias e anunciantes aprenderam algo desde 2020? A solidariedade segue apenas - e reforçada por algumas dezenas de atos - no papel, não foi capaz de sobreviver a 15 dias de reclusão. Muitos dos que se viam grande (mesmo que não sejam), segue pensando e agindo de modo a ignorar coletivos e grandes necessidades. Algumas fatias seguem perdidas no espectro e nós seguimos aqui uns pelos outros.



Bruno Velasco

Agência ZeroUm