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A relação da Imprensa com a Voz das Ruas

Um fim de semana de manifestações e pouca cobertura. A mídia não pode se furtar de acompanhar e entender os acontecimentos.

Foto: Bruno Rocha - Agência Enquadrar.
Foto: Bruno Rocha - Agência Enquadrar.

A pandemia que ultrapassa as 500 mil mortes foi o estopim, por hora, das manifestações que tomaram as ruas de todos os estados e o Distrito Federal. As reinvindicações tratam não só da necessidade da vacinação, da necessidade de um plano estratégico para emprego e renda, mas também dos impactos sociais que a Pandemia acarreta. O impeachment presidencial foi um dos temas abordados e presentes nas faixas e cartazes que se espalhavam aos milhares.


Contudo, para além das motivações das manifestações, chamou atenção a cobertura realizada pela imprensa tradicional. Distante do perfil isonômico e relembrando - em parte - a cobertura das 'Diretas Já', diretores e jornalistas precisam deixar suas bandeiras pessoais de lado, dando foco ao que realmente é notícia, acontecimento e pautar o que for preciso para entender a voz dissonante que vem das ruas.


O Brasil que precisa ser (re)construído perpassa pela necessidade de entender seus próprios erros, suas próprias urgências e projetar seu futuro. Enquanto isso tudo não for feito, seguirá sendo observado um estranho desejo de reescrever e viver o passado pelo fato de sermos incapazes de conduzirmos nossas histórias.



Bruno Velasco

Agência ZeroUm