• fabiobiao21

A hora é essa

Atualizado: Abr 9

A pandemia nos trouxe um novo mundo e creio que muito disso vá permanecer, mesmo quando o covid estiver sob controle. Enquanto escrevo, estou assitindo Fluminense x Macaé, pelo Campeonato Carioca de Futebol. Dudu Monsanto, grande figura e narrador, repete que hoje o público está aproveitando a transmissão aberta. Os clubes têm seus pacotes de pay-per-view e, pelo que entendi, a FERJ também terá.

Fazendo uma analogia com o Carnaval, no Rio, quando eu era criança, a festa se dava na Sapucaí e nos bailes de clube. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a viajar cada vez mais. Assim, os bailes de clube acabaram e a cidade ficava vazia. O Carnaval da Avenida foi ficando caro, dificultando o acesso do povo – aquele que, verdadeiramente faz a festa. Assim, foram surgindo e aumentando a cada ano os blocos de rua. Em todos os cantos da cidade há vários. De todos os tipos, tamanhos e públicos. A festa oficial ainda tem seu espaço, mas vai diminuindo a cada ano.


Voltando ao futebol, o momento é muito propício ao fut7! Ingressos caros, transmissões fechadas e caras, falta de acesso aos ídolos (na minha infância, mais uma vez, via os caras na praia, no shopping...), ídolos que vêm e vão sem o menor apego à camisa. O fut7 ainda tem a raiz da paixão. O cara joga na camisa e também no time da sua comunidade. Os “times de camisa” têm um calendário definido e o apelo das marcas. Muitos jogos são transmitidos via internet. Deve-se aproveitar essa brecha de mercado. Já temos pessoas que acompanham a modalidade. Temos torcedores de times que acompanham as competições


Não serei idiota de dizer que o fut7 vai bater de frente com o futebol. Isso é impossível! Mas uma fatia do bolo pode ser servida para quem atua e trabalha na grama sintética. Eu moro fora do Rio. Outro dia, na sessão de fisioterapia, uma senhora comentava que o filho dela só fala “no tal do fut7”. É isso! Já estamos chegando onde não sonhávamos. A modalidade é gigantesca! Muita gente joga. Muita gente envolvida. E isso tem que ser aproveitado. Falando comercialmente, se outros setores estão em crise, a oportunidade bate à sua porta. E, como diz um grande intérprete do Carnaval carioca, “a hora é essa!”



Fábio Bião