• Lohanna Irie

Hate massivo no K-pop

Atualizado: 6 de Jun de 2020

Como é a vida dos idols que enfrentam um mundo de fãs que não o enxergam como um ser humano, passivo de erros e que podem sim fazer suas próprias escolhas.


Não é novidade no universo K-pop, ver um ‘idol’, ou grupo de K-pop levando um hate massivo de “fãs” por qualquer coisa que faça, mas antes de começarmos a explicar sobre o assunto, vamos entender o que é hate. A palavra americana, significa ódio, e é muito usada para descrever comentários de ódio ou críticas pesadas — sem nenhum critério — feito por pessoas que não aceitam ou não gostam de determinada situação. Essas pessoas são conhecidas como ‘haters’.


É muito comum, no K-pop, termos a notícia de que um membro de algum grupo está sofrendo hate, as “fãs” lotam o ‘idol’ com mensagens de ódio fazendo com que, muita das vezes, os artistas se desculpem publicamente por algo que deveria ser privado e decisão apenas do próprio artista. Acontece que nesse meio muitas fãs — sem generalizar é claro — pensam que são donas do ‘idol’ pelo simples fato de ‘gastar dinheiro’ com ele. E isso é, no mínimo, perturbador.


Os motivos pelo qual um artista pode receber hate são muitos, mas um em especial se destaca, o namoro. Para quem está habituado ao meio, sabe que todo ano um casal é divulgado pela Dispatch. Em algumas ocasiões, as empresas dos ‘idols’ envolvidos se pronuncia, às vezes não. Mas só o boato de um possível envolvimento é o suficiente para os ‘idols’ envolvidos lidarem com o hate das fãs controladoras.


Inúmeros grupos de K-pop passaram por essa situação, Baekhyun (EXO) e Taeyeon (SNSD), Hyuna e E’dwan, Heechul (SUPER JUNIOR) e Momo (TWICE), entre muitos outros artistas coreanos. É de entendimento dos fãs que as próprias empresas incluem cláusulas contratuais a respeito de relacionamentos. Muitos ‘idols’ já falaram sobre isso em programas de variedades. Entretanto, é possível que depois do tempo estabelecido pela empresa, que os idols sejam liberados para namorar, e é nessa hora que o impedimento começa a ser as próprias fãs.


A maioria dos casais que assume um relacionamento lidam com o hate dos fãs do grupo oposto e também dos próprios fãs que não recebem bem a notícia. Taeyeon foi uma das ‘idols’ a receber hate massivo pela notícia do namoro. O fato foi tão extremado que a artista chegou a pedir desculpa aos fãs por isso.


Esse cenário tem se repetido e, pode passar o tempo que for, os haters conseguem ser cada vez mais maldosos em seus comentários, gerando situações difíceis para os ‘idols’. De todos os casos, o do CHEN (EXO), até então o mais falado, teve proporções assustadoras segundo nossa análise.



Para entender o caso, em janeiro deste ano de 2020, o membro do grupo coreano EXO Kim Jongdae, mais conhecido por seu nome artístico CHEN, anunciou que estava noivo e que logo seria pai. A notícia repercutiu entre os fãs com grande divergência. Alguns apoiaram o ‘idol’, mas outros se sentiram traídos e até mesmo criaram campanhas para que a empresa tirasse o membro do grupo.

Fotorreprodução - Twitter.
Fotorreprodução - Twitter.

Claro que ‘o buraco é muito mais embaixo’ do que parece. Ultrapassando o limite do saudável, álbuns foram rasgados e queimados em protestos em frente à empresa do grupo. Houve ainda ameaças das fãs sasaengs — nome dado às fãs extremamente obcecadas que sempre parecem conseguir descobrir número dos telefones dos artistas, fotos pessoais e muito mais. Neste recorte, é comum vermos lives dos artistas pedindo para que as fãs parem de os perseguirem, tal como aconteceu com Jungkook (BTS), KAI (EXO), SUHO (EXO), entre muitos outros.




Infelizmente, não há um limite para as sasaengs que se acham no direito de controlar o artista por “amor”. Afinal, desde quando perseguir alguém pode ser chamado de amor?


Existe um vídeo do Baekhyun (EXO) em que uma fã o espera na saída de um estabelecimento, atacando-o logo depois. Tais cenas lamentáveis são sempre vistas e geram revolta em todas as partes do mundo.


Espaço para a opinião


As pessoas precisam ter em mente que todo artista, de K-pop ou não, é um ser humano como qualquer outro, possui sentimentos, vida pessoal e é passivo de erros. A indústria do K-pop é difícil o suficiente sem todo esse hate massivo que os ‘idols’ recebem. Eles não são objetos para serem considerados como uma propriedade. Eles já são controlados pelas empresas em que trabalham e quando finalmente podem andar pelas próprias pernas e tomar as próprias decisões, nosso papel como fã é apoiá-los e não criticá-los.


Eles não serão artistas para sempre, em algum momento irão construir família e crescer como indivíduos, assim como nós — fãs — também iremos crescer e seguir nosso caminho um dia. Por fim, gostaria de deixar claro que esse texto possui fatos e provas de todas as situações citadas. Entretanto, também separamos momentos para expressar nossa opinião sobre um tema tão debatido e discutido no universo K-pop.


Agora, gostaríamos de saber o que você acha de tudo isso? Deixa aqui nos comentários e vamos trocar uma ideia.

E se você quiser apenas consumir mais conteúdo sobre o tema é só acessar a página da nossa coluna.



Lohanna Irie

Jornalista, roteirista e escritora de Fanfics para Agência ZeroUm.